Foto: NURC/UNCW e NOAA/FGBNMS

Os polvos são moluscos marinhos, possuem oito braços, dois olhos e três corações. Os braços possuem fortes ventosas capazes de agarrar animais e sentir o gosto do que tocam. Os olhos são muito sensíveis, mas a visão das cores varia de espécie para espécie. O coração principal bombeia sangue através do corpo, enquanto os dois corações secundários enviam sangue para dentro das guelras.
Assim como outros cefalópodes (membros da classe Cephalopoda), polvos não têm esqueleto ou espinha dorsal. São, portanto, invertebrados. Todo o corpo é mole, com exceção do bico, semelhante ao de um papagaio, que é duro.

Defesa e fuga

Polvos são predadores e, portanto, caçam animais para se alimentar. Seus alimentos incluem crustáceos e outros invertebrados marinhos. Porém, também são presas de outros animais, como tubarões, enguias e golfinhos. Para escapar dos seus predadores, escondem-se ou fingem não ser o que são, camuflando-se.
A camuflagem é possível graças a células especializadas, que mudam a cor aparente da pele. Certas espécies combinam camuflagem com flexibilidade para imitar pedras, algas,ou animais mais perigosos, como moréias ou cobras-do-mar. A mudança de cor serve também para comunicação e faz parte do ritual de acasalamento.

Propulsão a jato. Foto: Albert Kok

Entretanto, se for descoberto, um polvo conta ainda com outras defesas. A maioria é capaz de soltar jatos de tinta preta para confundir seus predadores, facilitando a fuga do animal de oito braços. Feita principalmente de melanina – a mesma substância responsável pela cor da pele e cabelos nos seres humanos. A nuvem resultante tem um forte cheiro e atrapalha animais que usam o olfato para caçar, como tubarões. Por muito tempo os sacos de tinta dos cefalópodes eram a principal origem da maioria das tintas utilizadas.
Há espécies que desprendem seus braços para facilitar uma fuga, assim como lagartixas fazem com seus rabos. Os braços desprendidos distraem os predadores, que tentam comê-los. Mais tarde, o polvo pode regenerar membros perdidos. Essa forma de defesa é conhecida como autotomia.
Confundir o predador – atirando com jatos de tinta ou soltando membros – é apenas a primeira etapa da fuga. Depois de criar uma distração para seus predadores, esse interessante molusco aciona sua propulsão a jato e se distancia rapidamente do perigo. Para isso o povo conta com um órgão especial – o funil (ou sifão). Este órgão é usado por cefalópodes para se locomover expelindo e direcionando água. Além de usar o funil, polvos podem nadar ou caminhar sobre dois ou mais braços.

Reprodução

Polvo larval. Foto: Matt Wilson/Jay Clark, NOAA

A prática do canibalismo (alimentar-se de membros da própria espécie) é muito comum entre polvos. Portanto, para se reproduzir, a fêmea precisa liberar um feromônio sexual que atrai e impede o parceiro de devorá-la. Depois de um longo ritual de acasalamento, o macho introduz seus espermatóforos (uma espécie de pacote de espermatozóides) através de um braço especializado. Este braço possui na ponta uma depressão em forma de colher. Alguns meses depois de copular, o macho morre.
Em algumas espécies, a fêmea forma cachos com milhares de ovos, parecidos com um cacho de uvas, prendendo-os dentro de tocas nas rochas.Enquanto maturam, a futura mãe protege os ovos de predadores e sopra correntes de água para que haja oxigênio suficiente. Quando os filhotes nascem, ela está muito fraca e morre logo depois. Após saírem dos ovos, os filhotes flutuam entre nuvens de plâncton e se alimentam de larvas de estrelas-do-mar e de caranguejos. Quando já estão maiores, vão para o fundo do mar.

Inteligência

Apesar de não terem espinha dorsal, os polvos têm um sistema nervoso altamente desenvolvido. São considerados os invertebrados mais inteligentes do planeta. Já ficou provado, através de experimentos em que polvos resolvem problemas, que eles têm memória de curta e longa duração. Quando colocado em um labirinto, um polvo aprende o caminho na primeira tentativa e, depois, vai direto até a saída.
Além disso, polvos conseguem usar ferramentas simples e até mesmo abrir potes fechados. Não se sabe, porém, se toda essa sagacidade é de fato aprendida individualmente ou simples fruto de instinto animal.
Tamanha é a inteligência desses animais que, no Reino Unido, eles são considerados vertebrados honorários. Pelo mesmo motivo, em alguns países, eles só podem ser operados com uso de anestesia. Pois de outra forma o cefalópode sentiria dor.

Espécies e habitat

Polvo colossal por Pierre Denys de Montfort

A maioria dos polvos vive no fundo do mar, em quase qualquer profundidade. Entretanto algumas espécies passam parte de sua vida na superfície dos oceanos. Em geral, preferem mares temperados. Porém, as espécies maiores vivem em mares mais frios.
O polvo gigante do Ártico e o polvo de sete braços disputam o título de maior polvo dos mares. O maior polvo encontrado tinha 4 metros e pesava 75 quilos: era um polvo de sete braços. Alguns cientistas acreditam que o polvo gigante pode ficar ainda maior. Já o menor polvo conhecido habita o Oceano Índico e mede apenas um centímetro e meio. Algumas pessoas procuram espécies pequenas para seus aquários. Quando se torna animal de estimação, a famosa inteligência dos polvos pode trazer problemas para seus donos. Afinal, é capaz de levantar a tampa e escapar do seu aquário. Se houver oportunidade, o espertinho pode entrar em outro aquário e até mesmo comer os bichos que encontrar por lá.
Existem quase 300 espécies de polvo conhecidas. Talvez existam mais algumas escondidas em grandes profundidades. Você não gostaria de descobrir uma espécie desconhecida pela ciência? O biólogo que descobre uma nova espécie tem o privilégio e a honra de escolher o nome dela.

Deepwater Horizon. Foto: US Coast Guard

Você já tentou misturar água e óleo (ou azeite)? Eles não se misturam… Tudo o que não se mistura com água é chamado insolúvel. Mas se misturarmos água com leite (ou suco), tudo vai se misturar, formando um único líquido. Por isso, dizemos que o leite é solúvel. 

 O petróleo – assim como o óleo – é insolúvel. Mas, diferentemente do óleo utilizado para cozinhar, o petróleo serve para muitas coisas. A principal delas é produzir combustível para carros e outros automóveis. Até mesmo os foguetes utilizam petróleo para voar até a lua. Por isso ele é tão importante. 

 Mas por ser insolúvel o petróleo também pode ser muito perigoso. Como não se mistura com a água, se for jogado ao mar pode fazer uma sujeira enorme. Os bichos que vivem no mar sofrem muito com isso, os peixes não conseguem respirar e acabam morrendo. Os pássaros ficam com as penas cheias de petróleo e podem se afogar. A situação também fica ruim para as pessoas que vivem na praia. Os pescadores, por exemplo, encontram mais dificuldades para pescar e podem ficar sem ter o que comer.

Mais de dez maracanãs

Pelicanos sujos. Foto:IBRRC

Infelizmente, tudo isso acaba de acontecer no planeta Terra! Uma empresa – a British Petroleum – estava retirando petróleo do fundo do mar, no Golfo do México, e por acidente o óleo todo começou a vazar. E continua vazando há quase um mês. O problema ainda não foi resolvido e, enquanto cientistas e governantes procuram uma solução, mais de 400 mil barris de petróleo já foram derramados no mar. Enchendo o Maracanã até a boca – como se fosse uma banheira gigante – precisaríamos de dez estádios e meio para guardar tanto petróleo.
Para muitos, este é o maior desastre ambiental de todos os tempos. Nada menos que 400 espécies de animais estão em risco devido ao óleo derramado.  Entre os mais afetados estão peixes e aves. A maior parte das aves migratórias (pássaros que precisam mudar de região durante o inverno) dos Estados Unidos descansa onde aconteceu o acidente. Como o lugar está todo sujo de óleo, esses pássaros não têm onde repousar depois de seus longos voos pelo mundo.

O Atum Azul é outro animal em risco. O derramamento de óleo aconteceu justamente onde o peixe faz a desova e isso trará graves consequências para a reprodução da espécie. A época da desova está chegando e, com o mar ainda todo sujo, os novos peixinhos não terão onde nascer. Daqui para frente, os pescadores vão encontrar muita dificuldade para pescar atum e podem ficar sem trabalho. Além disso, este delicioso pescado não vai chegar à mesa de quem quiser saboreá-lo.

 É claro que um desastre tão grande como este está causando muita dor de cabeça por aí. O presidente dos Estados Unidos, Barrack Obama, quer que a empresa responsável resolva o problema o mais rápido possível. Mas como o vazamento aconteceu numa área muito profunda do mar, não é fácil tampar o buraco. Além disso, o petróleo se espalhou completamente e já cobre uma área imensa de água. Os cientistas precisam não apenas tapar o buraco para interromper o vazamento, mas também recolher todo o petróleo que já vazou. E nós sabemos que tirar óleo da água não é nada fácil…

Um alerta para todos nós

Mar de óleo. Foto: Greenpeace

Não é só nos Estados Unidos que se explora petróleo no fundo do mar. Empresas brasileiras – como a Petrobras – também vão a águas profundas atrás de petróleo. Se um desastre como o do Golfo do México acontecesse na Bacia de Campos, no estado do Rio de Janeiro, a mancha de óleo já teria atingido as praias de Copacabana e Ipanema. Assim, nenhuma criança poderia brincar ali. Além disso, peixes, aves e crustáceos seriam afetados.

Dependendo da época do ano, baleias ou tartarugas também sofreriam as consequências do acidente. Durante o inverno, esta parte do oceano serve de passagem para as baleias e, durante o verão, as terras próximas são abrigo para a desova de tartarugas. Por isso, este acidente deve servir de alerta para que nada assim aconteça de novo, em lugar nenhum do mundo. 

Além de sujar a água, o petróleo polui o ar, quando é queimado nos motores dos carros. Por isso, muitos cientistas querem substituí-lo pelos chamados combustíveis limpos, que prejudicam menos o meio ambiente, como o álcool. A gasolina vem do petróleo, mas o álcool vem de plantas, como a cana-de-açúcar. Além de não sujar tanto as águas, o álcool vem de plantações, que “limpam” o ar ao capturar gás carbônico durante a fotossíntese. Mesmo assim, empresas insistem um usar petróleo como principal forma de combustível, porque com ele têm mais lucros e ficam mais ricas.

Enquanto as pessoas discutem todos esses problemas em busca de uma solução, os animais – que não podem discutir nada – permanecem sofrendo. O desastre no Golfo do México já afetou muitos peixes, pássaros, tartarugas, caranguejos… A lista não acaba mais. São seres vivos que não podem se defender e dependem do homem para continuar vivendo no planeta Terra.

Você sentiu frio ultimamente? É o inverno que chegou e, com ele, chegaram o frio e as gripes. Para não ficar resfriado é importante tomar alguns cuidados. Para saber mais como se prevenir entre e leia esta matéria.

Quando chega o inverno, as pessoas ficam gripadas com mais facilidade. A gripe é fruto de um vírus, chamado influenza e, durante esta estação do ano, o vírus da gripe circula mais facilmente. Isso acontece por que o ar fica mais seco, a temperatura cai e passamos mais tempo em ambientes fechados.

Os principais sintomas da gripe são febre, nariz entupido, tosse, dor de garganta e dores no corpo. Os sintomas aparecem poucos dias depois do vírus entrar no corpo da gente e costumam durar uma semana. Por ser uma infecção autolimitada, quem é atacado pela gripe fica bom sem precisar de remédios. Mas, em alguns casos um resfriado pode ficar mais grave. O melhor é ficar esperto para o vírus da gripe não te pegar.

Cuidados

A melhor forma de se proteger da gripe é ter higiene e uma boa alimentação. A vitamina C – presente naturalmente em laranjas e mangas, mas também em comprimidos – ajuda a reforçar o sistema imunológico – responsável por nos proteger de todo tipo de doença. Se uma pessoa não estiver bem alimentada, é mais fácil adoecer.

O vírus da gripe é transmitido de forma direta, através das gotinhas de saliva da pessoa gripada. Quando ela fala, boceja ou espirra, o vírus se espalha pelo ar. Mas também pode haver transmissão indireta, por meio das mãos. Se você encostar em qualquer coisa contaminada pelo vírus, uma caneta mordida por alguém gripado ou apertando a mão de quem acabou de espirrar, por exemplo, e depois levar a mão aos olhos, nariz ou boca, vai se contaminar pela influenza.

O vírus pode ficar vivo no ambiente por até 72 horas e, em objetos, por até 10 horas. Portanto, o melhor é lavar as mãos com água e sabão sempre que possível. Principalmente antes de comer e quando chegar em casa. Com esse cuidado tão simples fica bem mais difícil para o vírus te pegar.

Outra forma de proteção é se vacinar. Desde 1999, o Brasil faz todos os anos campanhas de vacinação para idosos. As crianças também podem se vacinar, mas aí a vacina não é grátis. Isso por que o sistema imunológico nos mais velhos é mais fraco do que nas crianças. Uma simples gripe pode ser muito mais perigosa para o vovô e a vovó.

Tratamento

O Ministério da Saúde recomenda não tomar remédios por conta por conta própria. Segundo Márcia Carvalho, coordenadora do setor de doenças respiratórias do Ministério, a melhor forma de tratamento é beber muito líquido – seja água, suco, leite ou o que você preferir. Além disso, uma boa alimentação e repouso são essenciais. Portanto, se pegar uma gripe nada de ir jogar bola.

(Fonte: Ministério da Saúde)

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