Bagunçando o clima
agosto 23, 2010
Em espanhol, meninos são chamados de niños e meninas, de niñas. Mas quando alguém fala em El Niño e La Niña, está falando de dois fenômenos climáticos. O nome El Niño é uma referência ao menino Jesus, e foi escolhido por pescadores porque o fenômeno ocorre com mais frequência antes do Natal. Já o La Niña ganhou o nome menina, por ser o oposto do El Niño.
Assim como meninos e meninas, El Niño e La Niña podem causar muita bagunça. Crianças bagunçam a casa e os quartos, mas esses fenômenos climáticos bagunçam o clima e os oceanos. Se crianças fazem bagunça quase todo dia, El Niño e La Niña só acontecem a cada tantos anos.
Menino quente
O El Niño é um aquecimento anormal das águas superficiais do oceano Pacífico Tropical em conjunto com enfraquecimento dos ventos alísios. Este aquecimento se dá principalmente na costa do Peru – onde afeta o trabalho de pescadores, diminuindo a quantidade de peixes na região, onde em geral são abundantes.
Entretanto, as consequências são sentidas em diversas partes do mundo. O aumento da temperatura e a variação da quantidade de chuvas são os principais efeitos do fenômeno.
No Brasil, esse mesmo fenômeno diminui as chuvas – nas regiões Norte e Nordeste – e também as aumenta – na região Sul. Os efeitos do El Niño no Norte e Nordeste agravam as secas e aumentam os incêndios na floresta Amazônica. Já o aumento das chuvas no sul do país causa prejuízos aos agricultores. Além disso, faz a temperatura subir em todo país.
Menina fria
O La Niña também pode ser conhecido como El Viejo (o velho, em espanhol) e Anti-El Nino. Entretanto, La Niña é o nome mais utilizado. É o fenômeno oposto ao El Niño. Invés de aquecimento há um resfriamento das águas do oceano Pacífico Tropical e invés de enfraquecimento, há um fortalecimento dos ventos.
Os principais efeitos em nosso país são: aumento das chuvas na região Nordeste e queda das temperaturas na região Sudeste, durante o verão, e um inverno mais seco nas regiões Sul e Sudeste.
Passado e futuro
Em 1982-83 e 1997-98 ocorreram as manifestações mais intensas do El Niño já observadas. O La Niña se manifestou com maior força em 1988-89, 1995-96 e em 1998-99. Os episódios do La Niña duram menos tempo e são menos frequentes do que os do El Niño.
Diferentemente da bagunça feita em casa, os efeitos do El Niño e La Niña não podem ser arrumados. Pois são naturais e voltam a ocorrer a cada tantos anos. Mas se estudarmos mais a meteorologia talvez sejamos capazes de prever melhor quando esses fenômenos vão ocorrer. Você já pensou em ser um meteorologista?
Fontes de informação:
El Niño (em inglês)
La Niña (em inglês)



